Os seguros de viagem ganharam terreno em Portugal desde a pandemia de Covid-19, mas continuam longe de fazer parte dos “indispensáveis” na mala de muitos viajantes. De acordo com o Barómetro do Seguro de Viagem 2025, da HelloSafe, apenas 33% dos portugueses contratam este tipo de proteção quando viajam, uma realidade bastante distante dos 88% registados na Suécia e dos 78% no Reino Unido.
Apesar desta distância face a outros mercados europeus, o estudo indica que a procura tem vindo a crescer de forma consistente desde 2020, com um aumento estimado entre 20% e 25% na subscrição de seguros de viagem. A pandemia reforçou a perceção de risco associada a cancelamentos, problemas de saúde no estrangeiro e outros imprevistos, contribuindo para que mais viajantes ponderem esta proteção.
Um dos fatores que mais está a puxar pelo mercado é a digitalização. Cerca de 70% das apólices já são contratadas online, muitas vezes diretamente nas plataformas de reserva de viagens ou através de comparadores especializados. O relatório aponta que a integração de seguros nos processos de compra, o aparecimento de insurtechs com produtos mais flexíveis e a perceção de risco elevada deverão continuar a sustentar o crescimento desta área.
No que toca a preços, o custo do seguro varia em função da seguradora, das coberturas escolhidas e da duração da viagem. Em alguns exemplos citados, uma apólice básica na Generali para uma viagem de cerca de dez dias – com despesas médicas, hospitalares e extravio de bagagem – pode rondar pouco mais de 50 euros, enquanto uma viagem de 15 dias para os EUA com coberturas de saúde, repatriação e morte ou invalidez permanente, na Fidelidade, pode ficar abaixo dos 80 euros. Já a Europ Assistance apresenta soluções para escapadas curtas, até três dias, com preços na ordem das três dezenas de euros por pessoa, incluindo assistência médica 24h, despesas médicas e cancelamento ou interrupção da viagem.
Em síntese, o seguro de viagem começa a ganhar espaço nos hábitos dos portugueses, mas ainda está longe de ser tão comum como noutros países europeus. À medida que mais viagens são marcadas online e que os consumidores tomam consciência dos custos elevados de um imprevisto no estrangeiro, tudo indica que este tipo de proteção continuará a ganhar relevância no planeamento de férias e viagens de negócios.
Fonte: eco.sapo.pt
